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Reunião mensal de Grupo de Trabalho debate ‘monkeypox’

“VÁRIOLA DO MACACO” | No último dia 28/07 (quinta-feira), aconteceu na Câmara Municipal a reunião mensal do GT – Grupo de Trabalho de Aprimoramento de Atenção Básica de Capão Bonito, com os temas: Monkeypox e Otorrinolaringologia na AB.

Os temas foram abordados pelo médico dr. Sérgio Kono e equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde  com o objetivo de aprimorar os protocolos no município.

Monkeypox:  a nova varíola que é emergência internacional

A cada nova atualização dos boletins epidemiológicos, a transmissão do vírus monkeypox – a varíola símia ou, ainda, varíola do macaco – tem mais impactos no Brasil. 

O Ministério da Saúde confirmou a primeira morte pela doença no país, assim como os primeiros casos registrados em crianças. 

O óbito de um homem em Uberlândia (MG), divulgado nesta sexta-feira (29), foi, inclusive, a primeira morte contabilizada fora do continente africano, onde a doença é endêmica, este ano. Desde janeiro, foram seis mortes por esse tipo de varíola no mundo – as outras cinco foram em países da África. 

Além disso, foram três diagnósticos de crianças infectadas – todas na cidade de São Paulo. Neste surto recente, há registros de dois casos de monkeypox em crianças nos Estados Unidos e um na Holanda. 

O Brasil já é o sexto país com o maior número de ocorrências, segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford. Já são 1.066 infectados no país – a maioria (823) em São Paulo. Na Bahia, são 12 confirmações. 

“O número de casos realmente está subindo. Não há uma previsão, no momento, de que esteja entrando em qualquer platô”, avalia a virologista Clarissa Damaso, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Vírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “A gente tem que ficar preocupado nesse ponto, mas não alarmado. A vigilância está fazendo o seu papel e o diagnóstico tem funcionado”, acrescenta. 

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde declarou a monkeypox como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, assim como a covid-19 (desde 2020) e a pólio (desde 2014).

“É preciso informar a população para poder evitar. A vigilância epidemiológica tem que estar muito atenta para a lutar contra mais essa doença infecciosa. O Brasil tem que providenciar comprar a vacina ou produzir vacina”, enfatiza a epidemiologista Glória Teixeira, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Desde junho, a OMS confirmou que busca um novo nome para a doença. ‘Varíola do macaco’ tem sido criticada por especialistas que defendem um nome que não seja estigmatizante. No Brasil, muitos já adotam o nome em inglês ‘monkeypox’ (ainda que a tradução literal seja a mesma) ou varíola símia, assim como ‘vírus MPXV’ ou simplesmente ‘nova varíola’, até que a OMS anuncie o futuro nome. 

Não é a primeira vez que a entidade faz esses movimentos: foi assim com a ‘gripe suína’, em 2010, que passou a se chamar Influenza A, e com as variantes da covid-19, que ganharam letras do alfabeto grego para evitar a conexão com as localidades onde foram primeiro detectadas. 

Há uma preocupação até mesmo com os macacos. Em outras epidemias, como a da febre amarela, eram frequentes os relatos de macacos que foram mortos devido à desinformação. Houve quem achasse que os animais transmitiam a doença, sendo que eles também eram infectados por ela. 

“Varíola do macaco é um nome falacioso. Como o vírus foi descoberto pela primeira vez em macacos, chamou-se de varíola do macaco, mas não é do macaco. Ele também é um hospedeiro”, completa Glória.

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