Equipes percorrerão Oeste Paulista, Norte Paranaense e Planalto Catarinense
O Rally da Safra chega ao Sudeste e Sul do país para avaliar lavouras de soja a partir de amanhã, quinta-feira (19).
O roteiro começará no Oeste Paulista, nas regiões de Assis, Capão Bonito e Ourinhos, seguido pelo Norte do Paraná — em lavouras das regiões de Londrina, Apucarana, Ponta Grossa, Guarapuava e Pato Branco — e avançará para o Oeste e Planalto Catarinense, onde serão analisadas áreas nas regiões de Chapecó, Campos Novos e Mafra. Os trabalhos dessa etapa se encerram em 4 de março.
Desde o início do ano, os técnicos da maior expedição técnica privada do país acompanham o desenvolvimento das lavouras nas regiões produtoras de soja. Em campo, medem a população de plantas, peso de grãos, avaliam as condições fitossanitárias e os impactos do clima e dos níveis de investimento adotados pelos produtores em cada região.
O estado de São Paulo registrou o melhor início de safra da história, com ritmo de plantio acelerado e acima da média. As lavouras de soja estão bem estabelecidas e com boa sanidade, com estimativa de produtividade média pré-Rally de 62 sacas por hectare, mesmo índice da safra passada.
No Paraná, o ciclo atual marcou o plantio mais adiantado já registrado no estado e as lavouras mantêm ótimo desenvolvimento. A colheita foi iniciada no oeste do estado e a produtividade pré-Rally é estimada em 65 sacas por hectare – próxima do resultado de 66 sacas obtido em 22/23.
Conforme a estimativa pré-Rally da Agroconsult, o Brasil deverá alcançar uma produção histórica de 182,2 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, com crescimento de 5,9% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média nacional é estimada em 62,3 sacas por hectare, acima das 60,0 sacas registradas na última temporada.
A área plantada deve crescer em 1 milhão de hectares, alcançando 48,8 milhões de hectares. Embora o ritmo de expansão seja inferior à média dos últimos dez anos — quando o avanço anual girava em torno de 1,7 milhão de hectares —, a área cultivada segue em expansão mesmo diante de um cenário econômico desafiador.
Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores: investimentos de grupos agrícolas com visão de longo prazo; valorização das terras, especialmente em regiões de conversão de pastagens para agricultura; e a atuação de produtores com maior solidez financeira, que continuam ampliando suas operações. “Apesar das expectativas iniciais de maior pressão do ambiente econômico sobre os investimentos no campo, o que se observa é a manutenção de bons níveis de adubação — ainda que sem crescimento — e a continuidade dos aportes em tecnologia”, destaca André Debastiani, coordenador do Rally da Safra.
“Combinado com a análise integrada de dados climáticos e econômicos realizada pela equipe da Agroconsult- que organiza o Rally – o trabalho de campo permite ir muito além de um retrato pontual das lavouras. Ele traz uma leitura completa do contexto da safra”, explica.
Segundo ele, essa abordagem é fundamental para a construção de prognósticos mais robustos e confiáveis sobre a produção brasileira. “A principal diferença do Rally está justamente na presença contínua das equipes técnicas no campo, garantindo informações mais tempestivas, detalhadas e consistentes do que aquelas captadas apenas por dados oficiais, do plantio até a colheita”, completa.
As equipes técnicas do Rally irão percorrer mais de 100 mil km por 14 estados (MT, MS, GO, DF, MG, SP, PR, SC, RS, MA, PI, TO, BA e PA). As áreas visitadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho. Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi e JDT Seguros.







