Entrega de Equipamentos do Projeto Cataforte fortalece rede de catadores no Sudoeste Paulista

Iniciativa financiada pelo BNDES e Fundação Banco do Brasil marca início da execução do projeto com a entrega de quatro empilhadeiras a cooperativas da região

Por Wagner D´Antonio

RECICLAGEM | No dia 24 de dezembro, foi realizada a entrega de quatro empilhadeiras no âmbito do Projeto nº 21.988 – “Cataforte: Fortalecimento e Estruturação da Rede de Catadores e Catadoras do Sudoeste Paulista”, celebrado em 14 de outubro de 2025 entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil. A ação representa um passo fundamental para o fortalecimento da cadeia da reciclagem e da economia solidária na região.

Os equipamentos foram destinados a quatro organizações estratégicas que atuam diretamente na coleta, triagem e comercialização de materiais recicláveis: a Cooperativa de Trabalho dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Sarapuí (COOPERASA), a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ribeirão Grande (COOPMARI), a IACMRCI – Reciclo Itaoca e a Cooperativa Social e de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Capão Bonito (ACAMAR), entidade proponente do projeto.

O projeto Cataforte tem como objetivo fortalecer a Rede Sudoeste Paulista, promovendo a estruturação das cooperativas e associações de catadores, o aumento da competitividade, a melhoria das condições de trabalho e o incremento da capacidade produtiva das organizações participantes. Com isso, busca-se contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que se consolida e valoriza a cadeia da reciclagem, fundamental para a sustentabilidade ambiental e econômica dos municípios envolvidos.

Segundo o gestor da ACAMAR – Cristiano Ferreira, a entrega das empilhadeiras marca a primeira etapa de execução do projeto, possibilitando melhores condições operacionais, mais segurança no manuseio dos materiais e maior eficiência logística dentro dos galpões de triagem.

“O uso desses equipamentos impacta diretamente na produtividade das cooperativas e na redução do esforço físico dos trabalhadores e trabalhadoras”, destacou Cristiano Ferreira.

Ao longo das próximas fases, as organizações participantes serão contempladas com novos equipamentos, além de receberem apoio jurídico, administrativo e contábil, ações essenciais para a consolidação da gestão, a sustentabilidade das operações e o fortalecimento institucional das entidades envolvidas.

Esta iniciativa constitui um importante avanço para o Sudoeste Paulista e para o setor da reciclagem, reafirmando o compromisso com a economia solidária, a inclusão socioprodutiva e a valorização do trabalho dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, protagonistas de um modelo de desenvolvimento mais justo, sustentável e integrado ao território.

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