Não jogue fora e nem reutilize, lave e devolva as embalagens, inclusive com a caixa de papelão
EMBLAGENS AGROTÓXICOS – A Secretaria Municipal de Agropecuária e Meio Ambiente de Capão Bonito realizará novamente a Campanha de Recolhimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos.
A campanha será realizada nos dias 4, 5 e 6 de dezembro.
A programação foi definida na semana passada e prevê o recolhimento em 18 bairros rurais.
Segundo o secretário Marcelo Farto Varela, é preciso que o agricultor faça a sua parte, trazendo as embalagens limpas com a tríplice lavagem e contadas para agilizar o trabalho: exemplo – 1 litro, 5 litros, 10 litros, etc..
“Pedimos também para as pessoas trazerem as tampas numa embalagem separada, além do talão de notas de produtor para ter direito a contra-nota e poder comprovar que cumpriu a lei”, informou Varela.
A importância da campanha – A destinação inadequada de embalagens de agrotóxicos em propriedades rurais pode contaminar animais e pessoas. Desde 2000 há normas para o recolhimento dessas embalagens, por meio da Lei Federal 9.974.
O problema são os resíduos que em contato com o solo e a água prejudicam o meio ambiente, além do risco para os moradores da propriedade rural e áreas vizinhas.
A campanha tem o propósito de conscientizar os produtores rurais sobre o descarte correto das embalagens. Apesar de a lei existir desde 2000, ainda há agricultores que não se preocupam em devolvê-las nos pontos de recolhimento.
“Pela lei, tem que constar na nota fiscal o endereço de onde as embalagens vazias deverão ser entregues”, explica o diretor de Meio Ambiente de Capão Bonito – Reinaldo José Daniel Júnior.
A lista completa com os municípios e endereços de coleta de embalagens está no site www.inpev.org.br, do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV).
“A falta de informações e de fiscalização fazia com que os agricultores queimassem as embalagens ou simplesmente deixassem em algum canto da propriedade. O vazamento dos resíduos tem o poder de contaminar o solo, a água e consequentemente animais da propriedade, como bois, porcos e frangos, que por sua vez também afetam a saúde do ser humano pelo consumo da carne”, acrescentou Reinaldo Daniel Júnior.
Segundo a Secretaria de Agropecuária, a fiscalização é realizada nas revendas de defensivos agrícolas, a fim de verificar se nas notas fiscais constam os endereços dos pontos para a devolução das embalagens, e também em propriedades rurais. As denúncias devem ser encaminhadas aos Escritórios de Defesa Agropecuária (EDR), regionais. A multa pode chegar a R$ 20 mil.
Os tipos de embalagens são laváveis (rígidas, de plástico, metal ou vidro) e não laváveis (flexíveis, como sacos plásticos, de papel, metalizados ou de outro tipo de material).
As embalagens secundárias, que não entram em contato direto com o agrotóxico, como caixas de papelão, também devem ser devolvidas. A lavagem tem que ser feita pelo próprio agricultor, três vezes, com água, e para o tanque do pulverizador.
Há orientações para a lavagem e o recolhimento das embalagens nos sites da InpEV e da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (Adiaesp): www.adiaesp.com.br.
As embalagens devem ser entregues nos pontos de recolhimento até um ano após a data da compra. São recicladas e podem se transformar novamente em embalagens para defensivos, reduzindo o consumo de matéria-prima pela indústria.
No ano passado, foram coletadas 37.379 toneladas no País, crescimento de 9% para 2011, com 34.202 mil toneladas, conforme a InpEV.
Em São Paulo foram 3.700 toneladas. Nos últimos 13 anos, em todo o País se recolheu 246 mil toneladas ou 94% do total. O índice faz do Brasil líder mundial em recolhimento de embalagens de agrotóxicos.
O caminhão da prefeitura está circulando nos seguintes bairros (dias e horários):








