Muse Gizachew e Sisilia Panga vencem prova de alto nível; Brasil garante dois bronzes e 22 capão-bonitenses completam percurso
Por Wagner D´Antonio
SÃO SILVESTRE 2025 | Capão Bonito voltou a escrever seu nome no cenário do atletismo nacional ao participar da Corrida Internacional de São Silvestre 2025, realizada em 31 de dezembro, em São Paulo.
A competição, que chegou à 100ª edição, reuniu milhares de corredores e manteve a tradição de encerrar o calendário esportivo brasileiro com emoção na Avenida Paulista.
Do município, 22 atletas integraram a delegação local e cruzaram a linha de chegada, demonstrando a força das equipes de rua da cidade.
Considerada uma das corridas mais simbólicas do mundo, a São Silvestre contou com 55 mil inscritos de 44 países, distribuídos entre as categorias elite masculina e feminina, PCD, pelotão premium e geral. Levantamento da organização apontou que 10% dos participantes tinham mais de 60 anos, evidenciando o caráter inclusivo do evento.
Os capão-bonitenses representaram as associações AUCB, ACCB, Pace e Meta Fit Run, levando as cores da cidade a um público internacional.
No masculino, o etíope Muse Gizachew protagonizou final eletrizante. O queniano Jonathan Jonathan Kipkoech liderou por quase todo o trajeto de 15 quilômetros, mas já na subida decisiva da Paulista Gizachew encontrou reservas para a ultrapassagem e conquistou o título com 44min28s.
O brasileiro Fábio Jesus Correia fez a melhor campanha de sua carreira e assegurou o bronze, resultado celebrado pelo pelotão verde-amarelo. Outro nome comentado foi o triatleta olímpico Miguel Hidalgo, 11º colocado com 47min26s, confirmando que o esporte brasileiro segue competitivo.
Entre as mulheres, a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga confirmou favoritismo construído desde o meio da prova. Ela e a queniana Cynthia Chemweno comandaram o primeiro pelotão, porém Sisilia se distanciou na metade do percurso e venceu com 51min08s, com margem confortável.
A brasileira Núbia de Oliveira repetiu a campanha de 2024 e garantiu a segunda medalha de bronze para o país, mantendo-se terceira durante grande parte do trajeto.
O domínio africano mais uma vez prevaleceu. Desde 2007 o continente vence a prova feminina e, entre os homens, o jejum brasileiro vem desde 2011. Mesmo assim, os corredores nacionais foram exaltados pelo público que acordou cedo para acompanhar a largada. O queniano Wilson Maina, radicado em Minas Gerais, terminou em sexto lugar e também recebeu aplausos pela regularidade.
Para os atletas de Capão Bonito, a experiência teve significado especial. Muitos participaram pela primeira vez, enquanto outros alcançaram melhores marcas pessoais.
O grupo destacou a organização centenária e o clima de confraternização que tomou as ruas paulistanas.
Os corredores registraram agradecimento à Prefeitura Municipal e aos vereadores, que incentivaram o deslocamento e reafirmaram o compromisso com o esporte como ferramenta de saúde e integração social. A participação consolida Capão Bonito como celeiro de atletas e inspira novos praticantes para 2026. Mais do que resultados, a São Silvestre mostrou que a cidade segue correndo lado a lado com o mundo, encerrando o ano com orgulho e esperança de novos feitos no esporte.










